Lipídeos
Continuando a referir o mesmo trabalho, valores lipídicos intracelulares permanecem inalteráveis. Num trabalho consultado verificámos um aumento não significativo dos lipídeos.
Enzimas
As características anaeróbicas do treino de força fazem prever um aumento de conteúdo das enzimas envolvidas neste tipo de metabolismo. Por outro lado, é necessário recordar que o treino de força poderá ser executado de diversas maneiras: cargas pequenas ou grandes, poucas ou muitas repetições, velocidades baixas ou altas, etc. Daqui resulta que haja necessariamente estímulos diferentes a actuarem sobre a célula muscular.
Aceita-se que habitualmente:
- as enzirnas creatinofosfoquínase (CPK) e miocínase aumentam com treinos que envolvam muitas repetições por série; se houver poucas repetições elas não sofrem alterações e se a carga utilizada for alta a CPK inclusivamente diminui;
- as enzimas da glicólise têm comportamentos diferentes. A fosfofrutoquínase sofre um aumento, maior quando as séries têm poucas repetições, enquanto a desidrogénase láctica (LDH) permanece inalterável. No entanto, a fracção muscular (LDH-M), que transforma o piruvato em lactato, poderá aumentar. Um outro autor não constatou alterações na actividade da fosfofrutoquínase após o treino de força desenvolvido ao longo de 6 meses;
- as enzimas do metabolismo oxidativo apresentam aumentos após treino com séries com muitas repetições. A desidrogénase do succinato (SDH) diminui com o treino de força típico.