Adaptações cardiovasculares 2

Adaptações cardiovasculares - Cardíacas - Tensão arterial (TA)

Performance contráctil

A investigação efectuada nesta área é escassa. Os poucos estudos efec­tuados no Homem parecem indicar não haver aumento da eficácia con­tráctil, ficando em última análise esta questão em aberto. A conclusão mais aceite é de que a eficácia aumenta em quantidade, porque aumenta o peso do coração, mas não aumenta em qualidade.

Tensão arterial (TA)

Aparentemente para cada trabalho efectuado há uma conclusão dife­rente. Há autores que referem diminuição significativa na TA sistólica e diastólica, enquanto há outros que não encontram alterações na tensão arterial de repouso.

Já em pleno treino de musculação, a TA sobe para valores bastante elevados sendo inferiores se a manobra de Valsalva não for praticada. Os valores mais altos verificam-se durante as últimas repetições da sé­rie, já num contexto de fadiga máxima voluntária. Também os atletas menos experientes apresentam valores tensionais mais elevados, enquanto existiria uma adaptação favorável nos atletas mais experientes o que lhes permitiria levantar cargas absolutas maiores com TA inferiores.

Esta sobrecarga de pressão e a necessária elevação da TA poderá ser prejudicial nos indivíduos com problemas cardiovasculares. Este ti­po de exercícios deverá ser evitado por eles, especialmente com cargas superiores a 70% de 1 RM, bem como a manobra de Valsalva (suspen­são da ventilação com aumento concomitante da pressão intra-abdominal) não deverá ser praticada. Eles poderão iniciar-se com cargas baixas e aumentar progressivamente a intensidade. Deste modo, vai-lhes ser per­mitido executar exercícios de intensidade crescente com menores subi­das da TA.

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