A tensão muscular máxima obtém-se com comprimentos musculares iguais aos do repouso, o que significa que há a máxima sobreposição útil entre os filamentos finos e grossos.
Se o músculo é alongado para além do comprimento de repouso, haverá menos sobreposição dos filamentos de actina e de miosina, com consequente redução do número das pontes transversas. Por outro lado, se houver sobreposição dos filamentos de actina, como acontece quando o músculo é mais curto que o comprimento de repouso, o número de ligações transversais também diminui.
Estes conceitos são extremamente importantes para a prescrição de exercícios isométricos quando a finalidade é obter um rendimento máximo.
Importa referir que esta relação tensão-comprimento muscular se verifica principalmente nos músculos brancos. Estes músculos têm alta actividade ATPase, são músculos rápidos, mais propensos à fadiga, e executam os movimentos finos e delicados, como por exemplo os movimentos dos dedos das mãos.
Já para os músculos vermelhos, que são músculos lentos preparados para contracções longas e para a manutenção da postura (exemplo: músculos da região dorsolombar), não têm um comprimento muscular óptimo para o desenvolvimento da força muscular máxima, mas sim uma amplitude de comprimento, no interior da qual a força máxima permanece inalterável, independentemente do comprimento muscular.